Obras

Autora dos livros:

* Anunnakis, os Deuses Astronautas - Editora Madras
* A Conspiração Anunnaki - Editora De Geneve
* Ouro de Ofir - Alquimia do Antigo Egito - Editora De Geneve
* Efeito Exillis - O Segredo das Sociedades Secretas
* Mito - Livro de Poesias
* Operação Rhesus - Em busca do Elo Perdido ( Recém lançado. Maio 17)
* 2162 - O Código Secreto de Hitler

À VENDA NAS LIVRARIAS SARAIVA, AMAZON.

sábado, 5 de junho de 2010

FRAGMENTOS DO MEU LIVRO EFEITO EXILLIS - O Segredo das Sociedades Secretas- Lançamento dia 16/06 em São Paulo.ESSES TEXTOS ESTÃO SEM A CORREÇÃO FINAL


Eu me sentia como uma herética medieval frente a uma acusação da Santa Inquisição. Resfolegando com a perspicácia melodiosa de “Flauta mágica” de Mozart, adentrei a câmera do meio com o peito aberto e uma corda com um nó de carrasco circulada em meu pescoço, os olhos vendados e fui tateando na escuridão até chegar frente ao venerável Mestre, que fincou de leve uma lança afiada em meu peito:
__ Sentes alguma coisa? __ Sim, eu sinto.
__ Então, que essa ponta seja um ferrão em tua consciência, assim como a morte instantânea se algum dia traíres o Segredo que agora te será comunicado.
__ Prefiro a morte à trair a confiança Sagrada de quem me depositou o Grande Segredo! Foi quando vislumbrei a cova aberta em cuja parte superior estava um crânio humano posto sobre duas tíbias cruzadas. Sofri um fraco golpe em minha têmpora esquerda e os Diáconos fizeram eu me ajoelhar, mas quando vi o venerável Mestre debruçar-se sobre o pedestal, me puxaram até que eu caísse na cova.
Quando fui coberta por uma mortalha de forma que apenas o meu rosto ficasse descoberto.
Nesse instante, o Venerável Mestre me segredou o Efeito Exillis.
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Acordei na sombra da morte, em um silêncio desesperador. Percebi que apenas a minha alma gritava transbordando-se em uma lágrima desolada que escorria pela minha face incomodada pela mortalha.
Levantei-me temente e trêmula. Dei vazão ao meu choro soluçante e agudo que fazia ecos, a aflição de estar trancada em uma tumba cheia de ossos chegava a ser insuportável.
Eu precisava o quanto antes sair dali. Retirei a corda do pescoço, bati os pés e mãos cheias de terra fedorenta, recompus meus seios expostos e caminhei à procura da saída.
A porta de madeira rangeu quando enfiei a pontas dos meus dedos no pequeno vão por onde passava uma fresta de uma luz tímida e tremulante.
Saí atordoada e cambaleante pela portinhola que dava acesso a uma capela de fundos de cemitério. O cheiro de vela queimada chegava a ser insuportável.
Comecei a gritar por socorro na janelinha gradeada na qual conseguia vislumbrar a penumbra dos túmulos.
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NA ILHA SAGRADA DAS MACIEIRAS:
Ancoramos em um pequeno estreitamento do lago.
— Vai subir o Tor? — Cochichou o anão com Merlin.
— Não se preocupe Lee. Não há perigo para ela! — Sorriu Merlin.
— Tor é um lugar sagrado e essa moça não é nem sacerdotisa e nem druida, ela poderá morrer! — Falou o anão.
— Tor não é um lugar proibido, Lee! Eu sei que é uma subida íngreme para essa moça. Mas, ela está comigo. — Merlin tentou acalmar o anão.
— Estou falando do confronto com o tempo, não da subida íngreme do morro! — O anão parecia desesperado.
__Eu sei exatamente o que te preocupa, Lee! É o efeito da Ressonância Schumann, não é?
__Exatamente! __Respondeu o anão.
__Ela receberá cuidados médicos quando voltar ao seu tempo, não se preocupe com isso!
Olhei assustada para o anão, queria que ele explicasse o motivo de seu medo. Encostei levemente minha mão no ombro do anão, como se desse a ele o direito de me contar o porquê de tanto medo de subir ao Tor.
— O que é o Monte do Tor? — Sussurrei ao anão temeroso.
O anão meio desconfiado, respondeu sussurrando:
— É a colina de Glastonbury onde Merlin vigia os sonhos da humanidade. — Respondeu quase sem fôlego, morrendo de medo que Merlin percebesse que ele estava me contando. Merlin estava entretido desenrolando um grande papiro semelhante a um mapa.
— Merlin, você vigia os sonhos da humanidade?— Perguntei sem entender nada.
Merlin deu uma risada demorada e tranqüilizadora.
— E minha missão, o que posso fazer?
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TRANSPORTADOS PARA O ANO DE 33 d.C:
Leonard se aproximou do beiral do muro do terraço observando atento a paisagem. Estávamos no pátio interno de um imenso castelo medieval. E pelo labirinto das escadas úmidas e sombrias daquele lugar, subia o som de lira e o rumor de vozes.

A cidade se exibia melancólicamente iluminada pelo crepúsculo, entornando um ar eterizado sob um céu de azul indefinível, harmonizando, perfeitamente, com os blocos brancos utlizados em todas as construções locais. A aridez era percebida por toda a parte criando na paisagem um fundo de nuances douradas e de um rosa pálido encantador, mesclada com a vegetação cinza esverdeada.

A aquarela ficava mais perfeita ainda quando nos defrontava aqui e acolá com Oliveiras frondejantes saltitadas como rebuscados de tinta verde em tons mais fortes, como se quisesse nos achocoalhar para a realidade da paisagem. O misticismo parecia estar sendo borrifado aos quatros ventos, impregnando-nos de nostalgia e atiçando um certo erotismo à flor da pele.

O ar que respirávamos nos trazia à vida e nos fazia degustar um tempo totalmente diferente do nosso século. Renascemos naquele momento de forma brutal para algo que nos tocou a alma. Para algo que extirpou de nós uma essência medieval, pareciam lembranças recuperadas de vidas em que já havíamos vivido antes. E nos fez renascer para aquele tempo.
-Leonard, Você acha que caímos onde programamos?
-Não estou bem certo. Mas essas construções herodianas ao redor da cidade revelam o senso estético de Israel. Veja esses monólitos talhados na rocha nessa parede do castelo, constituem características das construções antigas do povo israelita.
-Parece que estamos na antiga Judéia.
-Você faz idéia da época?
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Parecia que eu havia levado uma bofetada. Olhei consternada para Leonard, quase não acreditando no que o Cavaleiro Templário me dizia.
—A seita de Hiram Abiff ajudou na formação da Igreja de Roma, Leonard?
Leonard se fez de arrogado, encolhendo os ombros.
_Quer dizer que a Maçonaria contribuiu para a formação da Igreja?
Leonard não me respondia. Ele estava preocupado em convencer o Cavaleiro Templário.
—Então, quer dizer que vocês dois sabem que pertencemos à seita Nazoreana e que possuímos Segredos da Pedra Schethyâ? _ Questionava o Templário, indignado.
Houve um silêncio prolongado, parecia ser inútil tentar convencê-lo.
_Como descobriram nossas escavações em busca da Arca da Aliança?
Leonard me olhou com jeito desanimador.
—E ainda por cima têm a petulância de dizerem que estão vindo do século XX?
Como sabem de tudo isso? Quem foi o informante? – Perguntou rispidamente um dos Templários.
—Repito, não temos informantes! Viemos do futuro. Oh meu Deus! Por que vocês não acreditam em nós?
Os Templários analisavam cuidadosamente o material que estava sobre a mesa.
—Por Deus, não temos informantes! Esse material é a prova que temos uma tecnologia inexistente nesse tempo!
—Acreditem em nós! Se fossemos espiões de Tibério César jamais teríamos revelado a vocês a assembléia que teve na sexta-feira aqui no Templo. Garanto que vocês não sabiam disso. O sumo sacerdote, Caifás, conspira...
****************
Encorajada pela falta de opção, mergulhei segurando firme nas mãos de Leonard. Passamos por uma vala no fundo do riacho e saímos num buraco pequeno onde irrompe no desfiladeiro grande quantidade de água. A correnteza do vento era tão forte que uivava entre nossos ombros como se quisesse nos atirar para o penhasco juntamente com as águas escuras.
—Que lugar é esse? Pensei que se tratasse de um pequeno rio, mas a água é salgada demais!
—Deve ser a foz do Rio Jordão. Ela fica trezentos e noventa e três metros abaixo do nível do Mar Morto. Dessa forma, o mar invade as águas do Jordão.
Comecei a rir. - Como assim?
-Esse fenômeno já havia sido descartado pela maioria dos cientistas de nossa época. Eles acreditavam que se tivesse uma comunicação com o Mediterrâneo, o Jordão e o Lago de Genesaré que se situam a uma distância de mais de cem quilômetros do outro se tornariam um extenso mar até as margens do lago Huleh.
-Como um rio pode ficar mais de trezentos metros abaixo do nível do mar? __ Não consigo entender!
-Certa vez, uma expedição descobriu algo espantoso em relação a isso. Descobriu que o Mar Morto tem quatrocentos metros de profundidade em sua maior extensão, ficando cerca de oitocentos metros abaixo da superfície do Mediterrâneo. Creio que estamos meio a essa aberração geológica agora.
-Quer dizer que provavelmente mergulhamos em águas do Mar Morto? Por isso essa sensaçao estranha da resistência do fluxo da água, além dessa salinidade extrema...
-O Mar Morto contém cerca de trinta por cento de sal, enquanto outros mares contém apenas seis por cento.
-Como podemos ver o céu se estamos no subterrâneo?
- Estamos em um vale! O Vale do Sidim, onde se localizam as cidades perdidas de Sodoma e Gomorra.
********************
O penhasco me provocava vertigens de forma impiedosa.Descemos grande paredão de pedra sustentados pelas cordas, roldanas e guinchos de aço. Havia um monte de seixos soltos entre as pedras do penhasco. Leonard ia observando minuciosamente cada caverna e cada fenda na rocha do precipício.
-O que procuras, Leonard?
-Uma caverna lacrada por uma grande pedra. No manuscrito do Mar Morto consta que a Arca da Aliança encontra-se nos Penhascos áridos de Wadi Hadhramaut, creio que seja esse daqui. E que a boca da caverna foi tão bem lacrada que é impossível distingui-la da face da rocha.
-Sim, está esquecendo-se de falar que essa caverna na rocha é guardada por leões e cobras de várias cabeças! –Retruquei, mal humorada.
Quando atingimos o solo fomos golpeados nas costas. Um pé impulsionava o meu rosto para o chão fedido de betume. Tentava virar a cabeça para ver quem havia me golpeado, entretanto, estava rendida de forma que não havia como reagir.
Ao meu lado, com o nariz fincado na terra esbranquiçada de calcário, encontrava-se Leonard, sem chances de defesa também. Olhei aterrorizada para aquele negro da cor de pixe que estava com o pé sobre a nuca de Leonard.
-Oh meu Deus. São canibais?
Sobre minha cabeça o som choco dos chocalhos de cabaça pendurados nos pés e braços daquele homem gigantesco parecia me ensurdecer, além da rispidez com que eu era amordaçada pelo homem. Seus olhos eram estatelados como se fossem duas bolas amareladas saltadas pelas pálpebras muito negras.
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—Todas essas tecnologias são decorrentes da Pedra Graal?
—Com certeza.
—Se Salomão contratou Hiram para construir o Templo, por que Hiram haveria de ainda pagar em lingotes de ouro para Salomão? Há nesse mistério a chave do Grande Segredo de Salomão! —Comentei continuando a olhar o manuscrito.
—Sabia que o Segredo do Rei Salomão intrigou em 1675 toda a real sociedade de Isac Newton?
—O que Isac Newton descobriu sobre isso?
— Deixou escrito que o Grande Segredo do Rei Salomão é a poderosa forma da ciência alquímica baseada na Pedra Graal, consagrada pelo tempo e sendo considerada indefinível. E que essas verdades da ciência precisam ser redescobertas”. Além do mais, afirmou que a planta do Templo de Jerusalém foi projetada numa visão privilegiada segundo instruções divinas”.
—Isso implica que estamos perto de confirmar que o Grande Segredo de Salomão é mesmo referente ao pó monoatômico que temos em mãos, o Manná! Só não entendo uma coisa: qual a relação entre Hiram e o Rei Salomão? Deve haver mais algum mistério contido nesse Templo.
Leonard deu um sorriso de satisfação, embora estivesse entretido demais com o Manuscrito do Mar Morto.
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-Naga é a serpente do mundo subterrâneo! –Respondeu o clã.
-E queres que eu entre no poço onde tem uma serpente?
-Não há problema! Ela está com a cabeça decepada, por isso que nunca mais saiu do lago. Além do mais, ela não te fará mal algum, você é um dos nossos!
-Entre, Leonard! O que você está esperando? —Ordenei, segurando o riso.
-Enlouqueceu? –Cochichou Leonard, furioso.
O clã retirou toda a pele de animais que cobria seus genitais e entrou no poço, mergulhando fundo naquela água avermelhada. Leonard se aproximou das águas a fim de ver se ele conseguia enxergar o clã lá nas profundezas do poço.
-Ficou louca, Valentine? Quer que eu morra? Pare de gracinhas! –Brigou comigo.
Eu continuava rindo muito. De repente, apareceu a cabeça do clã na superfície do poço. Ele levantou sua mão direita. O clã trazia na mão a cabeça decepada de uma imensa naja viva com olhos bem estatelados em Leonard. A cabeça da Naja era tão grande que parecia um prato torto gigantesco.
O clã colocou a cabeça da Naja perto de Leonard, que se afastou correndo da beira da fonte. A Naja continuou observando Leonard. Era um toco de pescoço sangrando. O clã saiu do poço e ordenou que a Naja purificasse Leonard.
Leonard tremia tanto que dava para ouvir o trepidar de seus dentes, tal era o seu pavor pela Naja. Eu havia esquecido que Leonard tinha horror de cobras.
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— E você pensa medíocre, age medíocre, acredita em uma filosofia medíocre baseada em crenças e dogmas de mais de dois mil anos! Você não fica envergonhada em ficar às margens da ciência, tentando ser uma religiosa fanática e desinformada?
Senti meu rosto queimando de ódio e por mais que eu procurasse justificar-me perante suas palavras, não conseguia. Leonard continuava sua linha de raciocínio:
— Julgo mais importante entender o porquê dessa perfeição.
Você já se perguntou de onde vem essa grandiosidade? — Leonard olhava o céu. — Você já pensou como o homem tem a tendência de se deixar manipular pelas coisas que ele não tem domínio? E muito fácil manipular o homem, justamente porque ele não questiona nada.
Veja como o Nazismo dominou o mundo por tanto tempo, milhões de judeus
massacrados. Entretanto, a humanidade manteve-se calada.
— Não venha dizer que você aprova o genocídio? — Perguntei temerosa por sua resposta.
Leonard fez um breve silêncio.
— A própria humanidade usa critérios de extermínio coletivo quando se vê manipulada por uma teoria religiosa ou política austera. Existem religiões que arrastam multidões de fanáticos para suicídios coletivos ou praticas de terrorismo. Isso é fruto da austeridade.
Por isso, eu digo, a humanidade gosta de ser manipulada de forma austera.
O homem reage a ela inicialmente com revolta. Entretanto, ele cede após algum tempo e torna-se adepto. Um regime austero não se implanta de repente. Ele usa táticas de domínio bem aceitas. Um ditador ilude inicialmente o seu povo com um ato do tipo de “vamos fazer o bem para a população”.

ESSES TEXTOS FORAM RETIRADOS DO MEU LIVRO EFEITO EXILLIS - O SEGREDO DAS SOCIEDADES SECRETAS. Todos os trechos estão sem a correção final. Esses trechos publicados aqui sofreram modificações devido a correção gramatical.

4 comentários:

JEAN HENRIQUE disse...

Acabei de achar este site, e fiquei maravilhado com a ideia da ficção (viagem no tempo), eu presumo, hehhee, em que seu livro é abordado no que diz respeito as teorias conspiratórias.

Gostaia de saber se em Belo Horizonte, tem este livro.

no mais, um bom dia e muito sucesso...

abs. JEAN HENRIQUE

Efeito Exillis disse...

Oi querido Jean! Obrigada pela atenção! Vc pode adquirir o livro através do site da livraria Cultura.

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/busca/busca.asp?palavra=Efeito+exillis&tipo_pesq=titulo&sid=89781189512796172309532&k5=26DD2091&uid=&limpa=0&parceiro=OITRAR&x=18&y=9

Ou através do site da bandbook. www.bandbook.com.br
Os sites são seguros!
Em breve, lançarei mais três livros. Os dois da série e mais um sobre Anunnaki. Adorei seu contato! Muito obrigada! Abraços! Felicidades!

emanuell souza disse...

adorei seu blog vc é uma pessoa sensata e inteligente adoraria saber mais coisas tbm me interesso muito pelo assunto

emanuell souza disse...

esqueci de deixar meu email emanu_souza@hotmail.com gostaria muito de entrar em contato com vc